Fãs do ChatGPT, estejam preparados: em breve, serão exibidos…

… anúncios para sustentar a plataforma! Embora muitos usuários se incomodem bastante com as exibições de anúncios (especialmente os invasivos), na prática respeito a utilização desta prática, pois é justamente graças a ela que temos acesso a uma série de serviços sem custos. Tanto é, que faço até mesmo questão de desabilitar os bloqueadores de propagandas para aqueles sites que respeitam o usuário, posicionando as propagandas de um jeito que não afetem o bom uso dos seus serviços. O problema é que 99,999% destes sites não fazem isso…

“When Sam Altman, CEO of OpenAI, was asked about the likelihood of ChatGPT ever introducing adverts just one year ago, Altman said that he “hates ads” and described them as a “last resort”… well, that last resort has seemingly arrived. The OpenAI team announced on Friday that it would begin testing adverts, limiting them to ChatGPT Free accounts, and the newly-announced ChatGPT Go (an $8 a month alternative).”

— by Tom’s Guide.

Na última sexta-feira (16/jan), a OpenAI anunciou uma controversa decisão: a versão gratuita do ChatGPT irá exibir anúncios! O CEO Sam Altman justificou a medida afirmando que existe um desequilíbrio entre a alta procura pelas funcionalidades avançadas de inteligência artificial e a disposição dos utilizadores em pagar por elas. Segundo Altman, “as pessoas querem usar muita IA e não querem pagar”, o que obrigou a empresa a procurar um novo modelo de negócio para sustentar os elevados custos operacionais da plataforma.

A implementação de publicidade será testada inicialmente nos níveis gratuito e no novo plano “ChatGPT Go” (uma assinatura mais económica de 8 dólares por mês). A OpenAI estabeleceu quatro princípios fundamentais para mitigar a resistência dos utilizadores: a independência das respostas (os anúncios não influenciarão o conteúdo gerado), a privacidade das conversas (os dados não serão vendidos a anunciantes), o controle do usuário sobre os seus dados e o foco no valor a longo prazo, em detrimento do tempo de permanência na aplicação.

Estrategicamente, esta mudança visa converter o ChatGPT numa plataforma financeiramente sustentável, assemelhando-se ao modelo adotado por redes sociais como o Instagram. Altman mencionou que, embora pessoalmente prefira modelos sem anúncios, ele reconhece a eficácia de publicidade bem direcionada, a qual poderá apresentar produtos (e serviços) úteis aos usuários da ferramenta. Os anúncios deverão aparecer de forma claramente (identificada como “patrocinado”) e estarão separados visualmente das respostas orgânicas do chatbot.

Apesar das garantias da OpenAI, a medida é vista com ceticismo e pode representar um risco para a liderança da empresa. Ao tornar-se o primeiro grande chatbot a integrar publicidade, o ChatGPT corre o risco de afastar usuários para concorrentes como o Claude (Anthropic) ou o Gemini (Google), que atualmente mantêm as suas interfaces limpas. O sucesso desta estratégia dependerá de quão intrusivos os anúncios se tornarem e se a empresa conseguirá manter a confiança dos utilizadores perante esta nova realidade comercial.

Só para constar, o único site que não bloqueio é justamente o Google… &;-D

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