Um rival para “Call of Dutty” ou versão própria de “America’s Army”?

Há muitos anos, o Exército Americano lançou o jogo de tiro FPS “America’s Army”, o qual foi designado para ser uma ferramenta de recrutamento e comunicação estratégica, permitindo aos jogadores experimentar virtualmente a vida e o treinamento militar de forma tática e realista. Lançado para PCs e consoles, ele era capaz de simulavam missões e rotinas, sendo considerado um dos maiores usos de tecnologia de jogos pelo governo americano para esses fins. Na prática, ele também acabou funcionando como propaganda política, o que acabou criando algumas restrições em outros países não tão “amigáveis” aos Estados Unidos…

“Russia wants to produce its own Call of Duty competitor and is willing to spend as much as 10 billion rubles, or $128 million, to make it happen. The $128 million budget was put forward by Russian government ministries that are also offering additional tax breaks, financial support, lowered insurance premiums, VAT exemptions, and other various incentives that will be provided to any Russian game development studio that is willing to take on the task of creating a shooter that rivals Activision’s Call of Duty.”

— by TweakTown.

E mesmo que ele tenha sido deixado de lado (a última versão foi lançada em 2009), a sua influência ainda persiste: o governo russo planeia investir aproximadamente 128 milhões de dólares (cerca de 10 bilhões de rublos) no desenvolvimento de um jogo de tiro na primeira pessoa (FPS) para competir diretamente com a franquia “Call of Duty”. O objetivo central desta iniciativa é criar uma alternativa patriótica que combata a perceção de “russofobia” presente em muitos títulos ocidentais, onde a Rússia (e outros países) é frequentemente retratada como o antagonista.

Para atrair estúdios de desenvolvimento locais, o governo irá oferecer um pacote robusto de incentivos, que inclui benefícios fiscais, subsídios financeiros, isenção de IVA e redução de prémios de seguros. Este projeto faz parte de uma estratégia mais ampla de soberania tecnológica liderada por Vladimir Putin, que já manifestou anteriormente o desejo de que a Rússia desenvolva os seus próprios consoles e hardware de gaming para rivalizar com gigantes como a Sony, Microsoft e Nintendo.

Na minha opinião, este jogo (caso seja desenvolvido) terá um grande potencial para fazer sucesso, pois irá possibilitar a criação de narrativas mais variadas e que refletem a realidade. Pois já estou cansado de títulos (americanos) que tratam os americanos como “heróis”, “bonzinhos”, “defensores da paz” e outras classificações do gênero! Ou talvez não: por causa da “influência” exercida por estes países, talvez o resultado seja ainda pior do que já nos acostumamos.

Mas se entregar uma excelente jogabilidade, quem vai ligar para as narrativas? &;-D

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