… do VirtualBox, será possível utilizar o KVM como backend em sistemas GNU/Linux! Tal como os navegadores web (que utilizam engines para renderizar as páginas web), os softwares de virtualização dependem do hipervisor para realizar todo o processo de abstração de hardware e assim, possibilitar que diferentes sistemas operacionais “rodem” sobre o hardware virtualizado! Por isto, muitos softwares populares acabam tendo a sua performance penalizada, por utilizarem hipervisores que rodam à nível de aplicação (tipo 2), como é o caso do VirtualBox…
“Back in 2024 was an experimental implementation of KVM for VirtualBox developed independently by Cyberus Technology. Now in 2026 the latest VirtualBox upstream code is finally beginning to work with KVM in “a somewhat workable shape” and can be used by users who opt-in for it with the latest code or when VirtualBox’s own kernel drivers aren’t working. This support is found in the very latest VirtualBox Git or those using the VirtualBox.org test builds for Linux.”
— by Phoronix.
Mas isto está prestes a mudar (ao menos, para aqueles que utilizam o Linux): o VirtualBox irá suportar nativamente o KVM (Kernel-based Virtual Machine) como backend em sistemas Linux, conforme relata (com detalhes) a publicação original do portal Phoronix. Esta mudança permitirá ao VirtualBox utilizar o hipervisor nativo do Linux em vez de depender exclusivamente dos seus próprios módulos de kernel proprietários, uma funcionalidade que era aguardada pela comunidade há anos e que começou a ganhar forma recentemente, através de um projeto experimental da Cyberus Technology em 2024.
Atualmente, este suporte está disponível no código de desenvolvimento (Git) e em versões de teste do VirtualBox.org, tendo o seu estágio atual sendo descrito “funcional” (e por isto, bem distante da estabilidade necessária para e entrar em produção). Em um futuro não muito distante, os usuários poderão optar por este backend, especialmente em situações onde os controladores de kernel padrão do VirtualBox apresentam problemas de compatibilidade ou falhas, oferecendo assim uma alternativa mais integrada com o ecossistema Linux moderno.
Apesar da integração, engenheiros da Oracle destacam que o hipervisor original do VirtualBox ainda mantém vantagens específicas em certos cenários. Entre os benefícios citados estão a precisão na emulação de sistemas operativos muito antigos (como é o caso do MS-DOS), modos de rede avançados que são mais simples de configurar na solução da Oracle e otimizações de desempenho, que executam partes da emulação de dispositivos diretamente no Ring 0 do processador.
Embora o suporte já esteja presente no código-fonte, não se espera que esta funcionalidade seja incluída numa versão estável e final do VirtualBox num futuro imediato. A iniciativa coloca o VirtualBox numa trajetória semelhante à de outros softwares de virtualização, como o VMware Workstation, que também anunciou recentemente a transição para o KVM no Linux, sinalizando uma tendência de unificação em torno das tecnologias de virtualização nativas do kernel.
Apesar das virtudes do VirtualBox, ainda prefiro o bom e velho GNOME-Box… &;-D