Qual será o futuro dos consoles e o destino desta nova geração?

No início deste mês (fev/26), Lisa Su (CEO da AMD) fez uma declaração sobre o desenvolvimento do novo SoC customizado, que irá equipar o futuro console da Microsoft: o Xbox “alguma coisa”! Esta seria mais uma “grande novidade” qualquer, já que desde a 7a. geração nos acostumamos a receber notícias sobre o assunto a cada 7 anos. Mas diferente das gerações anteriores, a Microsoft não só vai “mal das pernas” no segmento dos consoles de mesa, como também possui estratégias que entram em colisão com aquilo que se espera desta classe de dispositivos: um ecossistema rico em exclusivos e serviços relacionados…

Quanto ao hardware, ainda não temos informações concretas. Já vimos rumores de que a Microsoft pretende lançar um dispositivo híbrido (com características de consoles de mesa e de PCs desktops) e com o valor final mais elevado, em vista do seu interesse em não subsidiar o custo (estima-se que ele terá o seu preço de mercado fixado por algo em torno de mil dólares). Além disso, ele nem sequer será focado na plataforma Xbox (algo meio difícil de acreditar), já que através dele poderemos acessar a lojas concorrentes, como é o caso da Steam e da Epic.

Por fim, ainda temos que levar em conta a ascensão dos consoles portáteis. Desde o lançamento do Valve SteamDeck, o mercado se viu “do dia para a noite” inundado de dispositivos da categoria, destacando-se o ASUS Rog Ally, o MSI Claw e o Lenovo Legion Go, além do aparecimento de opções alternativas até mesmo mais interessantes, como é o caso dos dispositivos da Zotac e da GPD. Para estes aparelhos, tanto a Microsoft quanto a Valve estão investindo na adaptação dos seus sistemas para que possam rodar neles e entregar as mesmas experiências que já temos nos consoles de mesa: tela cheia e otimizada para executar os jogos!

Eis, a (minha) previsão: em um futuro próximo, veremos a Sony/PlayStation dar as cartas no segmento de consoles de mesa, ao passo que a Nintendo continuará (como sempre foi) onipresente no segmento de dispositivos portáteis e jogos “para toda a familia”. Por fim, ainda não está claro como será o mercado de jogos para PCs, embora não ficarei surpreso ao saber que a própria Microsoft irá disputá-lo “pau a pau” com a Steam, já que esta ultima não só terá um dispositivo dedicado com características híbridas (Steam Machines), como também todo um ecossistema de hardware contruido em torno da sua propria plataforma: o SteamOS!

Em vista destas futuras mudanças, já havia tomado uma decisão: continuar com o meu atual console (o Xbox Series S), além de não “adquirir” mais jogos (exceto aqueles que realmente quero jogar, como “Starfied” e “TES: Oblivion”). Além de curtir a minha atual biblioteca, a qual contém muitos títulos adicionados quando estavam em promoção), também irei me despedir daqueles que mais curti, como é o caso de “Assassin’s Creed”, “Fallout”, “CyberPunk”, “The Elder Scrolls”, “The Division”, “The Outer Worlds” e outros que no momento, não me vêm a cabeça. Depois disso, irei decidir qual será a minha nova plataforma. Até lá…

Update: enquanto estava escrevendo o rascunho desta coluna, novidades sobre as futuras edições dos consoles PlayStation e Xbox foram publicadas, com ênfase na extensão da vída útil dos consoles Xbox Series (valorizando a base instalada e os gamers fiéis à marca) e no lançamento tardio dos consoles PlayStation (por causa da alta valorização dos módulos de memória RAM). Então, para não ter o trabalho de ter que reescrever toda a coluna “atualizada”, resolvi fazer esta adição em um parágrafo à parte e divulgar a “minha” decisão: vou ficar mesmo por um bom tempo, com o meu atual console Xbox Series S. Ao menos, enquanto durar…

E quem sabe com a evolução dos jogos na nuvem, o hardware fique de lado? &;-D

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