Adeus (ou até logo) para o navegador web Mozilla Firefox? Pois em…

… vista dos problemas que eu passei com ele nestes últimos meses, não tive outra escolha a não ser trocar de navegador web! Embora muitos usuários não dêem muita importância para esta aplicação essencial (pois é através dela que nos conectamos à Internet e temos acesso a um mundo de informações e serviços), o navegador web é (na minha opinião) o software mais importante que existe, depois do próprio sistema operacional! Tão importante, que tudo relacionado a esta aplicação, deverá ser levada em consideração para uma boa seleção…

Atualmente, temos no mercado três grandes navegadores web: o Google Chrome, o Microsoft Edge e o Mozilla Firefox. Embora este último tenha perdido bastante cotas de mercado (chegando a ter menos de 10% nos PCs desktops), ele ainda continua sendo relevante para os seus poucos (mas exigentes) usuários, em virtude da sua ênfase em segurança e privacidade. Para mim, a importância do Firefox vai muito além das suas virtudes e qualidades: ele foi um dos motivos pelo qual, migrei para os sistemas GNU/Linux (juntamente com o LibreOffice)! Para variar, este é um dos poucos softwares que acompanho desde a versão 1.0.

Mas infelizmente, a sua evolução tem deixado bastante a desejar. Apesar de ter trazido grandes melhorias no que concerne a segurança e privacidade, o mesmo não se pode dizer em relação a performance e estabilidade: além de ser um navegador web que há tempos deixou de ser leve (em comparação aos demais), o Firefox tem se mostrado instável e incompatível com alguns sites que acesso com frequência (como é o caso de algumas plataformas educacionais), mesmo utilizando as edições voltadas para obter suporte estendido (ESR, “Extended Support Release”). Em vista disto, resolvi abrir mão do Firefox e ficar por uns tempos no Chromium, um projeto de navegador web de código aberto patrocinado pelo próprio Google.

Esta não é a primeira vez (e provavelmente nem será a última) que “abandono” o Firefox em prol de outro navegador web. Já havia feito isto em outros momentos (passando uns tempos até mesmo com o Microsoft Edge), justamente por causa dos mesmos motivos. No entanto, as atualizações posteriores (juntamente com a minha afeição pelo pandinha vermelho) acabaram me fazendo voltar para o bom e velho Firefox. Mas desta vez, será diferente: irei ficar por um bom tempo no Chromium, realizando apenas alguns testes esporádicos com o Firefox, para avaliar a sua evolução. Muito provavelmente, não o utilizarei ao longo deste ano…

Nestas últimas semanas, o Chromium fazendo um bom trabalho, se mostrado mais leve e rápido, além de consumir poucos recursos computacionais do sistema. Inclusive, ele até foi além das minhas expectativas, ao abrir um grande número de abas sem travar, uma reclamação bastante comum para aqueles que usam a sua edição comercial: o Google Chrome. Porém, ele tem se mostrado bem menos flexível em relação as customizações, deixando a desejar bastante em atividades que (em tese) deveriam oferecer as melhores experiências de usabilidade possível, como é o caso da gestão do histórico de navegação e de favoritos.

Porquê o Chromium e não o Google Chrome? A resposta é simples: privacidade! Pois diferente da sua versão comercial, o Projeto Chromium oferece apenas uma base de código para a construção de navegadores web baseados nele, como é o caso do próprio Chrome, do Edge e do Ópera, além de outros não tão badalados. Por ser focado no desenvolvimento com base em código aberto, ele é considerado por muitos como um software “cru”, já que muitas tecnologias e serviços adicionados pelos navegadores comerciais, são baseados em códigos proprietários e/ou protegidos por patentes de softwares. Inclusive, a própria telemetria!

Em um futuro não muito distante, irei publicar as minhas experiências pessoais em relação ao uso do Chromium, além de acompanhar o lançamento das novas versões do Mozilla Firefox. Em sistemas GNU/Linux, os repositórios oficiais de algumas distribuições só disponibilizam poucas opções de navegadores e no caso do Debian, temos apenas o já comentado Firefox-ESR e o Projeto Chromium. Para instalar outros navegadores (inclusive, as versões mais atualizadas do próprio Firefox), faz-se necessário baixá-los e instalá-los manualmente, além de configurar os espelhos de repositórios alternativos para obtê-los.

Mas por ora, quero manter toda a minha base de software “only Debian”… &;-D

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