Ty Sherback (editor do portal XDA Developers) acredita que sim! Em sua publicação original, ele mostra confiança na longevidade do soquete AM5 da AMD, destacando-o como a primeira plataforma de CPU em que realmente acredita que irá durar por muitos anos. Essa confiança baseia-se no histórico impressionante do soquete anterior, o AM4, que foi lançado em 2017 e continua recebendo novos processadores e atualizações de firmware até hoje. Para Sherback, essa postura da AMD mudou a forma como ele planeja suas compras de hardware, permitindo um investimento mais seguro em componentes de longo prazo…
“In early 2017, AMD released the first Zen processors for socket AM4, and had promised to support that platform until at least 2020. 3 solid years of support sounds great for a socket, but what ended up actually happening went far beyond their original promise. They continued to release new Zen 3 CPUs up until late last year with the advent of the region-specific release of the 5500X3D, which makes AM4 support span a ludicrous 9 years, with firmware updates still being supplied to this day.”
— by XDA Developers.
Diferente da abordagem da Intel, que frequentemente troca de soquete a cada duas gerações de processadores, a AMD prometeu suporte oficial para o AM5 pelo menos até 2027. Isso significa que os usuários que investirem em uma placa-mãe AM5 agora poderão atualizar apenas o processador no futuro, sem a necessidade de trocar todo o ecossistema (placa-mãe e memória RAM). Essa previsibilidade reduz drasticamente o custo de upgrades futuros e evita a obsolescência precoce do hardware.
Na visão de Sherback, essa longevidade permite que o consumidor “invista pesado” em uma placa-mãe de alta qualidade logo no início. Sabendo que o soquete permanecerá o mesmo por várias gerações de arquiteturas Zen (como as atuais Zen 4 e Zen 5, além da futura Zen 6), faz mais sentido adquirir uma placa com melhores recursos de energia, conectividade e dissipação de calor, já que ela servirá de base para múltiplos computadores ao longo de quase uma década.
Sherback também menciona os desafios técnicos de manter um mesmo soquete por tanto tempo, como as limitações de espaço no chip de BIOS e a necessidade de engenharia avançada para suportar memórias DDR5 cada vez mais rápidas sem alterar o design físico. No entanto, ele argumenta que os benefícios para o consumidor e para o meio ambiente, através da redução de lixo eletrônico, superam esses obstáculos técnicos, consolidando a AMD como a escolha preferencial para quem busca sustentabilidade e valor.
Por fim, Sherback conclui que o AM5 representa uma mudança de paradigma no mercado de PCs domésticos. Ao oferecer uma plataforma estável e duradoura, a AMD permite que os entusiastas foquem em evoluções graduais de desempenho em vez de reconstruções completas do sistema. Para quem está montando um PC atualmente, o AM5 não é apenas uma escolha de desempenho atual, mas um “seguro” para o futuro, garantindo que o investimento de hoje continuará relevante por muitos anos.
Acreditem, se quiser: prefiro a abordagem da Intel! À primeira vista, uma plataforma dotada de durabilidade mais curta aparentemente não é a ideal para ser mantida através de upgrades. Mas na prática, as placas-mães funcionam muito bem por até 5 anos e a partir daí, a deterioração natural dos seus componentes acaba forçando a sua troca. Neste momento, o usuário pode optar por fazer um leve upgrade (trocando por uma CPU mais potente que apesar de não ser da geração atual, ainda fará um bom serviço por 2 ou 3 anos) ou trocar de equipamento.
E nada o impede de vender ou doá-lo, para minimizar o desperdício… &;-D