Será que um dia, iremos montar (e desmontar) androids, tal como já…

… fazemos com os PCs desktops? Sim, sei que isto parece ser algo bastante improvável, devido a uma série de fatores: a complexidade destes equipamentos, o custo de aquisição exorbitante, a necessidade de estabelecer um padrão geral e os conhecimentos técnicos para tais operações. Estes, são os principais motivos pelo qual montar (e desmontar) androids, está mais para ficção científica do que realidade. Porém, muitos se esquece de que há um pouco +40 anos, esta era a realidade dos microcomputadores voltados para o uso pessoal…

Naqueles tempos, o mercado de microcomputadores era bem diferente dos dias de hoje. A começar pela arquitetura, não existia um padrão aberto e por isto, cada fabricante desenvolvia o seu equipamento proprietário. Em vista disto, eles eram bastante caros e custavam milhares de dólares, que corrigidos para os valores dos dias de hoje, se aproximariam bastante dos custos de aquisição dos androids. Para finalizar, nem sequer podemos dizer que estas máquinas eram sofisticadas, em vista dos pouquíssimos recursos de hardwares que eles ofereciam!

Mas tudo mudou a partir do momento em que a IBM resolveu lançar o seu computador pessoal: o “IBM Personal Computer” (para os íntimos, apenas “IBM PC”). Em termos de especificações técnicas, este equipamento não era algo fora de série ou espetacular (em comparação com os outros equipamentos que eram vendidos na época), exceto por apenas um “mero” detalhe: foi o primeiro a dispor de uma arquitetura aberta! Na prática, isto significa que outros fabricantes poderiam produzir as peças e os componentes para a sua montagem, o que possibilitava reduzir bastante o seu valor final. Para se ter uma idéia do quanto “barato” ele era, custava “apenas” 2 mil dólares!

E o resto da história, vocês já conhecem: o PC desktop da IBM se tornou muito popular, vendendo milhares de unidades e estabelecendo um padrão “de facto”, em vista da sua arquitetura aberta. Os concorrentes (À excessão da Apple, com os seus belos Macintoshes) foram obrigados a se retirar do mercado (ou se adequar a ele) e com a chegada do “IBM PC XT”, a IBM se consolidou (ainda mais) a sua posição. Por fim, foi nesta mesma época em que vimos a Microsoft lançar o sistema operacional DOS e posteriormente, a interface gráfica Windows.

Nem é preciso dizer que, tal como já aconteceu com o próprio PC desktop, este também poderá ser o destino dos androids (ou se preferir, “robôs humanóides”). Embora sejam equipamentos caros, construídos a partir de um sofisticado projeto de concepção e designados para um público seleto, eles estão evoluindo de forma considerável, tornando-se mais flexíveis e versáteis (sob vários aspectos), ao mesmo tempo em que os custos aos poucos estão sendo reduzidos. Por fim, a Inteligência Artificial tornou estas máquinas ainda mais interativas.

Até o momento nenhum fabricante propôs um padrão universal para a fabricação destas máquinas, com o objetivo de estabelecer a intercambiabilidade de peças e componentes, fabricados por diferentes empresas, tal como já existe atualmente no segmento dos PCs desktops. Porém, acredito que isto será apenas uma mera questão de tempo: em breve, algum “visionário” ou um consórcio de empresas (especializada na fabricação de androids), irá se dar conta de que para ver este mercado se deslanchar, será necessário propor este tão desejado padrão.

Vou mais além: não me surpreenderia em saber que o proponente em questão, fosse uma instituição especializada no ramo da Inteligência Artificial, em virtude da necessidade de utilização desta tecnologia, para que os androids possam desempenhar as suas funções de forma independente. Por fim, nem é preciso dizer que uma nova área de atuação profissional irá surgir: o “técnico de montagem, configuração e manutenção de androids e robôs”! Como será feita (ou moldada) a formação destes profissionais? Eis, outra questão que fica em aberto.

Mas uma coisa é certa: continuaremos tendo empregos por um bom tempo… &;-D

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