… o GNOME 50 não irá mais oferecer suporte para o Google Drive! Um dos principais motivos que me fizeram adotar de forma definitiva este serviço de armazenamento de dados “na nuvem”, foi o fato de que o ambiente gráfico GNOME oferecia suporte nativo para ele, através do gerenciador de arquivos Nautilus. Uma vez feita configurada a autenticação, podemos navegar nas pastas virtuais e manipular os arquivos que estão armazenados remotamente, tal como se fossem locais (embora nem todas as operações sejam suportadas). Porém, isto não será mais possível…
“Almost two weeks ago, someone on GNOME’s Discourse forum asked whether the missing Google Drive support in GNOME 50 was a bug or a deliberate decision. GNOME developer Emmanuele Bassi replied, confirming that Drive was no longer supported. He went on saying that libgdata, the library that coordinates communication between GNOME apps and Google’s APIs, has gone without a maintainer for nearly four years. Furthermore, GVFS dropped its libgdata dependency about ten months ago, and GNOME Online Accounts now checks for that before offering the Files toggle under its Google provider settings at all.”
— by IT’s FOSS.
O GNOME 50 deixará oficialmente de oferecer suporte à integração nativa com o Google Drive, uma funcionalidade que permitia aos usuários acessar seus arquivos diretamente pelo gerenciador de arquivos Nautilus. A decisão foi confirmada por desenvolvedores do projeto, após os usuários notarem a ausência do recurso em fóruns de discussão (há tempos, já não funcionava mais em meu PC desktop). Embora tenha sido uma ferramenta prática por anos, a mudança reflete ajustes necessários na infraestrutura técnica do ambiente de desktop.
O principal motivo para a remoção é o abandono da biblioteca libgdata, que era responsável pela comunicação entre o ambiente gráfico GNOME (e todas as aplicações designadas para funcionar nele) e as APIs do Google. Esta biblioteca está sem manutenção ativa há quase 4 anos e foi recentemente arquivada no GitLab, o que significa que não recebe mais correções de bugs ou atualizações de segurança. Sem um mantenedor para garantir o funcionamento do código, a equipe do GNOME optou por desativar o suporte para evitar instabilidades no sistema.
Além da falta de manutenção, a permanência da libgdata gerava um “peso” técnico indesejado, pois era a única razão para manter a dependência da versão antiga da biblioteca libsoup2. Com a modernização do ecossistema GNOME para as tecnologias mais recentes, a remoção desses componentes legados ajuda a tornar o sistema mais leve, seguro e fácil de manter a longo prazo (do que já é), eliminando possíveis as possíveis brechas de segurança associadas a softwares obsoletos. Só por este motivo, já ganhou a minha benção por promover a remoção! 😉
Para os usuários que dependem do Google Drive no Linux, o fim do suporte nativo não significa a total impossibilidade de uso. Existem alternativas como o uso de clientes de terceiros, as ferramentas de sincronização via terminal (como é o caso do Rclone) ou a instalação de aplicativos através do formato Flatpak (que ainda oferecem essa funcionalidade). No entanto, para que o recurso retorne ao núcleo do GNOME, seria necessário que novos voluntários assumissem a manutenção das bibliotecas necessárias, o que não ocorreu nestes últimos anos.
Se trouxerem de volta o Google Drive, lembrem-se: segurança em 1o. lugar! &;-D