… de Linus Torvalds, já vai tarde! Uma das coisas que mais me impressiona no Linux, é a sua capacidade de rodar em hardwares dotados de pouquíssimos recursos computacionais, como é o caso de PCs desktops bem antigos e dispositivos IoT (Internet of Things). Para se ter uma idéia, um simples computador dotado de um processador 486 e apenas 8 MB de memória RAM, seria capaz de rodar um kernel Linux, um interpretador de comando e algumas ferramentas do sistema…
“Perhaps it is time to send your 37-year-old Intel 486 system into retirement, as far as modern Linux goes, as OS kernel developers appear to have started to dismantle support for this legendary CPU. Phoronix reports that the change seems to have been confirmed in patches destined for the Linux 7.1 kernel. So, those still cherishing their 486 PCs and using them to run a modern version of Linux should probably now make sure they run one of the existing Linux LTS kernels to squeeze a few more years from the platform…”
— by Tom’s Hardware.
Não mais: os desenvolvedores do kernel Linux iniciaram o processo para remover o suporte aos processadores baseados na arquitetura Intel 486, que além de estar bastante defasada, já conta com +30 anos de história! A proposta, liderada pelo veterano Ingo Molnar, visa simplificar o código do sistema operacional, eliminando milhares de linhas que garantiam a compatibilidade com este hardware quea lém de ser bem antigo, ninguém usa mais. Embora o Linux seja conhecido pela sua longevidade no suporte a máquinas obsoletas, os programadores argumentam que manter esta compatibilidade se tornou um fardo técnico desnecessário.
Linus Torvalds apoiou firmemente a decisão, afirmando que não existe nenhuma razão para consumir os recursos de desenvolvimento com uma arquitetura antiga, como é o caso do i486. Segundo Torvalds, este hardware seria tão antigo, que é improvável que alguém esteja executando versões modernas do kernel em máquinas dotadas destas CPUs. Além disso, a manutenção de soluções alternativas para processadores que carecem de instruções modernas, como as capacidades de multiprocessamento simétrico (SMP), complica a evolução de partes cruciais do sistema.
A mudança técnica envolve a exigência de instruções que só surgiram com a geração Pentium, como o suporte para TSC (Time Stamp Counter) e CMPXCHG8B. Com a remoção do suporte ao 486, o Linux também poderá livrar-se de emulações complexas de unidades de vírgula flutuante (FPU) em software, o que resulta numa limpeza significativa de código. Esta decisão segue o precedente de 2012, quando o suporte para o processador i386 foi oficialmente descontinuado após mais de duas décadas.
Para os entusiastas de hardware antigos, esta notícia marca o fim de uma era, mas não significa que estas máquinas deixem de funcionar. Versões mais antigas do kernel Linux continuarão disponíveis e operacionais para quem desejar manter um 486 ativo e operacional. No entanto, para o desenvolvimento “upstream” do Linux, o foco agora é a modernização e a eficiência, libertando os programadores de bugs e limitações de uma arquitetura que já não tem aplicabilidade no mercado tecnológico atual.
RIP! E em pensar que já fui um (não tão feliz) usuário destas máquinas… &;-D