Intel Arc B390 vs AMD Radeon 890M: eis, a uma disputa que irá…

… abalar o mercado de consoles portáteis! Há muitos anos, havia feito algumas experiências interessantes com o meu antigo PC desktop, um equipamento montado em uma placa-mãe ABIT VA-10 e dotado de CPU AMD Athlon XP 2000, além de 512 MB de memória RAM (DDR-400). Na época, também usava uma placa de vídeo ATI Radeon 9600XT (128 MB de memória VRAM DDR) e uma placa de som Creative Sound Blaster AWE64, os quais me proporcionaram boas experiências. Num belo dia, resolvi experimentar os componentes onboards providos pelo chipset da placa-mãe…

Contrariando as minhas expectativas (as quais eram as piores possíveis), o Via KM400A não me decepcionou, oferecendo recursos de áudio e vídeo decentes para os padrões da época. Por causa destas boas experiências, acabei me desfazendo da minha antiga placa de som (pois o áudio integrado dava conta do recado), mas mantive a placa de vídeo em vista do IGP Via S3 UniChrome não ser capaz de rodar os jogos da época. Mesmo assim, IGP deu conta de títulos mais antigos com uma certa desenvoltura, resultando em uma profunda reformulação de conceitos em relação ao tão malfadadas placas-mãe “com tudo onboard” (especialmente o vídeo).

Desde então, passei a “respeitar” os IGPs de tal forma, que eles até se tornaram um aspecto fundamental para a avaliação de novos processadores em futuros PCs desktops que fosse adquirir. Os novos IGPs não só evoluíram bastante, mas também se tornaram soluções capazes de bater de frente com as placas de vídeo básicas. +20 anos depois, o mercado passou por profundas reformulações e atualmente, a AMD oferece os mais poderosos IGPs do mercado, os quais são baseados na mesma arquitetura gráfica utilizadas nas GPUs que equipam as placas de vídeo.

Há tempos, a Intel promove investimentos no segmento de gráficos, com o objetivo de não só criar IGPs poderosos para as suas modernas CPUs, mas também de lançar GPUs para as suas novas linhas de placas de vídeo. O ponto alto desta evolução foi alcançado a partir do lançamento da arquitetura Intel Iris Xe, que estreou no mercado através dos IGPs da 11a. geração de processadores Intel Core. Apesar de ainda ficar atrás dos IGPs AMD Radeon baseados na arquitetura RDNA 2 (que foram lançados posteriormente), os primeiros IGPs Intel Iris Xe superavam os antigos IGPs AMD Radeon Vega baseados na arquitetura Polaris.

Não mais: no início deste ano (2026), a Intel anunciou na CES o IGP Arc B390, o qual é baseado na terceira geração da arquitetura Iris Xe (Xe3) e foi concebido para competir de igual para igual ou até mesmo superar os modernos IGPs da AMD (RDNA 3.5) em desempenho bruto e IA, mostrando avanços significativos com suporte a XeS3 (geração de quadros por IA) e alcançando performance próxima a uma RTX 4050. Dotada de 12 núcleos Xe e capaz de oferecer até 120 TOPS, com certeza teremos uma batalha e tanto! Porém, só poderemos confirmar isto quando os testes de performance independentes forem feitos, para estes dois IGPs. Até lá…

No momento atual, a AMD leva vantagem por já entregar um pacote completo mais coeso, classificado como APU (Accelerated Processing Unit). Eles se diferem das CPUs com IGPs, por adotarem uma estrutura unificada onde a CPU e o IGP compartilham alguns componentes no mesmo chip, como é o caso das memórias cache L3 e dos links de comunicação Infinity Fabric. Até mesmo o compartilhamento de memória é outro aspecto positivo para a AMD, já que as suas APUs suportam perfis mais agressivos de alocação VRAM dinâmica, além de modos que minimizam o sobrecarregamento dos canais de acesso. E nem é preciso falar dos drivers…

E agora, os IGPs (ou iGPUs) estão mostrando a sua força, ao equiparem a nova geração de consoles portáteis baseados na arquitetura x86. Graças a eles, estes dispositivos já são capazes de entregar as mesmas experiências proporcionadas pelas outras plataformas já consagradas, como os PCs desktops e os consoles tradicionais, oferecendo o que há de melhor dos dois mundos: a flexibilidade dos PCs e a conveniência dos consoles! E de quebra, também poderemos levá-los conosco para onde quisermos, mesmo apesar das restrições da bateria.

Uma pena que eles (ainda) custam os olhos da cara! Senão… &;-D

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