Xbox Series S: não sei dizer se o RPG “The Elder Scrolls: Online”…

… está rodando em modo de fidelidade (com a melhor qualidade de imagem, porém com a taxa de quadros limitada a 30 FPS) ou em modo performance (com a maior quantidade de quadros por segundo, embora com resolução menor e alguns recursos visuais desativados). Com a evolução do hardware dos consoles modernos (Xbox e PlayStation), os estúdios já optar por oferecer diferentes modos de renderização para os seus títulos de jogos. Enquanto que alguns preferem o modo fidelidade, outros optam pelo modo performance (e olha que tem jogadores que não se contentam com “apenas” 60 FPS)…

Pessoalmente, sou da turma que prefere o modo fidelidade (ou qualidade). Para mim não faz muita diferença jogar com 30 ou 60 FPS, embora reconheça que a taxa de quadros mais alta ofereça uma maior fluidez. Já não contar com determinados recursos gráficos (como é o caso o Ray Tracing), para mim simplesmente não faz sentido! Embora seja até “dispensável” para determinados tipos de jogos (como é o caso dos títulos dotados de gráficos cartunescos), o Ray Tracing se tornou uma tecnologia fundamental para trazer um maior realismo na iluminação geral.

E é justamente o Ray Tracing, o ponto principal desta coluna. Estou jogando novamente o RPG “The Elder Scrolls: Online”, que por sua vez já está no seu 10o. aniversário e por isto, acredito que em um futuro não muito distante, ele será descontinuado. Embora eu prefira o modo de fidelidade do TESO, optei nestes dias por configurar a exibição gráfica no modo de performance, por simples e pura curiosidade. Ao fazer isto, suporte para o Ray Tracing é desativado, que por sua vez acaba tirando mais ainda a beleza da engine gráfica datada do jogo.

Durante esta semana, fui me divertir com o TESO nas horas vagas e ao carregar o jogo no meu Xbox Series S, notei que a sua imagem estava bem mais vibrante (com destaque para a iluminação geral), ao mesmo tempo que a taxa de quadros também estava sendo mantida a 60 FPS. E ao se aproximar de um lago para visualizar os reflexos de objetos, me certifiquei de que o Ray Tracing estava sendo usado. Mas para a minha surpresa, fui conferir nas configurações do jogo o modo em uso, que por sua vez estava definido como performance! Isso mesmo: estava rodando o TESO na resolução Full-HD, com taxa de 60 FPS e com o Ray Tracing ativado!

Aproveitei o momento e fiz algumas mudanças para fins de teste. Alterei a definição do jogo para o modo de fidelidade, que por sua vez praticamente não fez diferença alguma na exibição! Pude notar que o jogo voltou a rodar em 30 FPS, embora não houvesse condição de confirmar o uso da resolução QHD (1440p), já que a minha TV é Full-HD. Mas quando voltei para o modo de performance, a taxa de quadros de 60 FPS estava de volta e ao mesmo tempo, o Ray Tracing foi desativado. Para a minha felicidade, bastou reinicializar novamente o jogo, para que as definições de performance fossem mantidas e o Ray Tracing reativado.

Esta “falha” nos permite tirar algumas conclusões bem interessantes. Se é possível, dispor do modo de performance com o Ray Tracing ativado e rodando com uma taxa de atualização de 60 FPS ao mesmo tempo, porquê não manter esta tecnologia ativada independente do modo em uso? Sim, sabemos que as exigências de recursos computacionais para manter o Ray Tracing ativo é considerável (algo em torno de +50%), mas por outro lado poderemos compensar estas exigências com o uso de resoluções mais baixas. Seja como for, estou feliz com esta situação “inusitada”!

Pois agora, poderei explorar o melhor dos dois modos de configuração… &;-D