… Torvalds está mais preocupado com os “números grandes” da versão! Quando experimentei pela primeira vez uma distribuição GNU/Linux (mais precisamente o Conectiva 3.0 “Guarani”), havia apenas alguns anos em que o kernel Linux foi lançado e na época, ainda estávamos migrando da versão 2.0 para a 2.2. Mais à frente, o sistema de desenvolvimento mudou a partir da versão 2.6, adotando ciclos mais curtos, rápidos e contínuos (com base nos princípios Agile), além da adoção da ferramenta de versionamento Git (criada pelo próprio Torvalds)…
“Linus Torvalds has pondered his professional mortality in a self-deprecating post to mark the release of the first release candidate for version 7.0 of the Linux kernel. “You all know the drill by now: two weeks have passed, and the kernel merge window is closed,” he wrote in the post announcing Linux 7.0 rc1. “We have a new major number purely because I’m easily confused and not good with big numbers.” Torvalds pointed out that the numbers he applies to new kernel releases are essentially meaningless.”
— by The Register.
Tempos depois, o sistema de numeração foi simplificado a partir da versão 3.0 e ele se mantém até hoje: Linus Torvalds anunciou oficialmente o lançamento do primeiro “release candidate” do kernel Linux 7.0, encerrando a janela de mesclagem (merge window) para esta nova versão. Embora a mudança no número principal da versão (de 6.x para 7.0) não signifique uma quebra tecnológica radical, ela segue o padrão habitual de Torvalds de atualizar o numeral principal quando as versões secundárias começam a chegar “aos vinte e tantos”, evitando confusão com os “números grandes”.
Esta versão se destaca pelo suporte inicial a tecnologias de hardware de próxima geração, com foco significativo na arquitetura Zen 6 da AMD. Foram integrados novos eventos de desempenho e métricas que permitirão ao sistema operacional extrair o máximo de eficiência dos futuros processadores da fabricante, garantindo que o ecossistema Linux esteja preparado antes mesmo do lançamento comercial dos computadores equipados com este processador.
No âmbito da segurança e robustez, o Linux 7.0 introduz melhorias em subsistemas críticos e continua a expansão do uso da linguagem Rust dentro do kernel, visando reduzir vulnerabilidades de memória. Outras adições notáveis incluem suporte para novos controladores de jogos (como os do Rock Band 4), melhorias no sistema de arquivos Btrfs e a introdução de QR codes para mensagens de erro em falhas críticas do sistema (DRM panic), facilitando o diagnóstico de problemas.
Por fim, Torvalds comentou com seu tom característico sobre a numeração, minimizando a importância mística do “7.0” e descrevendo-o apenas como um progresso natural do desenvolvimento. O ciclo de testes agora segue com versões semanais de correção de bugs (rc2, rc3, etc.), com a expectativa de que a versão estável final seja disponibilizada ao público em meados de abril de 2026.
Eis, a dica: adote o esquema de versionamento dos navegadores web! Senão… &;-D