Amiga do meio ambiente? Pois isto foi o que disse uma pesquisa sobre…

… a utilização de recursos para reduzir o consumo de energia, em tecnologias 5G! Desde o lançamento da terceira geração de tecnologias de comunicação móvel (3G), o alto consumo de energia tem sido o principal problema para os usuários de tablets e smartphones, que dependem do acesso a Internet. Por isto, muitos preferiam conectar os seus aparelhos nas redes Wi-Fi não só para economizar o plano de dados, mas também para garantir uma maior duração de bateria. O que eles não sabem, é que esta atitude também pode ajudar o meio ambiente…

“An optimal combination of energy-efficient 5G network features – including AI systems that let mobile mast and antenna base stations go into sleep mode when usage is low, and phones that avoid unnecessary background network checks – could help cut indirect carbon emissions across the U.K. economy by around 25 million metric tons of CO2, according to new research from the University of Surrey. The study, published in Resources, Conservation and Recycling, challenges the assumption that 5G will inevitably increase the U.K.’s energy demand…”

— by TechXplore.

A implementação estratégica de recursos de economia de energia nas redes 5G, tem o potencial de reduzir drasticamente as emissões de carbono em toda a economia, especificamente no Reino Unido (Grã Bretanha). Diferente das gerações anteriores, o 5G foi projetado com a eficiência energética em mente, permitindo que a infraestrutura digital suporte o crescimento do tráfego de dados sem um aumento proporcional no consumo de eletricidade e no impacto ambiental.

Um dos principais pilares dessa eficiência é a utilização da IA para gerenciar o funcionamento das torres de celular. O sistema permite que as estações rádio-base e as antenas entrem em “modo de espera” (sleep mode) de forma dinâmica e automatizada durante os períodos de baixa demanda. Essa capacidade de ajustar o consumo de energia em tempo real (ironicamente não divulgadas em propagandas), evita o desperdício que ocorre em redes 4G tradicionais, que muitas vezes permanecem operando em potência máxima mesmo sem tráfego.

Além da infraestrutura de rede, o estudo (publicado pelo portal ScienceDirect) menciona o papel fundamental dos dispositivos móveis na redução das emissões. Novos recursos de software permitem que os smartphones evitem comunicações desnecessárias com a rede em segundo plano, otimizando a troca de dados (e reduzindo o consumo do plano de dados contratado pelo usuário). Essa sinergia entre a rede inteligente e aparelhos mais eficientes prolonga a duração da bateria dos usuários e diminui a carga total sobre o sistema elétrico nacional.

O impacto positivo do 5G estende-se para além do setor de telecomunicações, atuando como um facilitador para a descarbonização de outras indústrias, como transporte e energia. Com conexões de ultra-baixa latência, é possível otimizar frotas de veículos e gerenciar redes elétricas inteligentes (smart grids) com maior precisão. Isso demonstra que a modernização para o 5G não é apenas um avanço tecnológico de velocidade, mas uma ferramenta que também é capaz de auxiliar as nações (que a adotam) para atingir metas climáticas globais.

Por fim, embora o 5G consuma mais energia em termos absolutos devido ao maior número de antenas, ele é significativamente mais eficiente por bit de dado transmitido, tal como muitos carros 1.6 que apesar de consumir mais combustível que os modelos 1.0 (em tese), são mais econômicos terem mais facilidades de arrancar. O desafio para os próximos anos reside na adoção em larga escala dessas funcionalidades de economia de energia, garantindo que o progresso digital do país caminhe lado a lado com a sustentabilidade e a redução da pegada de carbono.

Só espero que o 6G também siga esta mesma linha de desenvolvimento… &;-D

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