Até que enfim: falhas (antigas) do Excel serão corrigidas em breve!

Ou talvez não. Eis, a realidade: o Microsoft Office é a melhor suíte de escritório do planeta. E dentre as aplicações mais utilizadas, está o editor de planilhas eletrônicas Excel. Embora ela seja uma aplicação bastante madura, ela ainda poderia melhorar em vários quesitos, especialmente no que concerne a usabilidade e facilidade de uso (como instrutor, vocês não tem idéia das dificuldades para ensinar o seu uso para os usuários leigos). Poderíamos até mesmo citar a possibilidade da Microsoft promover uma maior interoperabilidade com outras ferramentas e formatos, mas…

“As we move into 2026, it’s time Microsoft finally addressed some pain points all Excel users have experienced for far too long. The software’s modern features are great, but I’m tired of the paper-cut bugs that haven’t changed in decades. Here are the six fundamental changes I want to see implemented this year.”

— by How-To Geek.

Tony Phillips (editor do portal How-To Geek) também destaca que, embora o Excel continue a ser uma ferramenta essencial, ainda carrega falhas de design e bugs de longa data que precisam de ser resolvidos. Phillips argumenta que a Microsoft tem focado excessivamente em novas funcionalidades de IA e integração com Python, negligenciando problemas básicos de usabilidade que frustram os utilizadores há décadas. Entre os pontos críticos está a conversão automática indesejada de dados em datas, que corrompe informações permanentemente e o sistema de “Undo” (anular) global, que afeta todos os arquivos abertos em vez de se limitar apenas ao arquivo em que o usuário está trabalhando.

Outro problema estrutural mencionado é o incentivo ao uso da função “Mesclar e Centralizar” (Merge and Center), que, apesar de ser bastante popular, compromete a integridade do grido e dificulta a ordenação de dados ou o uso de macros. Phillips sugere que a Microsoft deveria promover a alternativa “Centrar na Seleção”, que oferece o mesmo efeito estético sem quebrar a lógica das células. Além disso, a legibilidade das fórmulas é outro ponto bastante controverso, pois a barra de fórmulas deveria adotar características de editores de código modernos, como o realce de sintaxe e a indentação automática, para facilitar a gestão de funções complexas (e até mesmo aninhadas).

O texto também aborda a frustração causada pelos chamados “links fantasma”, referências a fontes externas ocultas que geram avisos de erro persistentes e que são difíceis de localizar. Para resolver isto, propõe-se a criação de um “Inspetor de Links” robusto que permita identificar e remover permanentemente estas ligações indesejadas. A interface de utilizador de várias caixas de diálogo, como a de “Validação de Dados”, também é descrita como antiquada, assemelhando-se ao design do Windows 95 e sendo pouco funcional para os fluxos de trabalho atuais (devido ao seu tamanho fixo e reduzido).

Em suma, Phillips apela a que a Microsoft modernize a experiência de uso (UX) do Excel, corrigindo estas “pequenas feridas” que prejudicam a produtividade. O objetivo para 2026 deveria ser transformar o Excel num programa não só mais potente através da tecnologia de ponta, mas também mais fiável e intuitivo para o uso diário. Ao equilibrar as ambições de Inteligência Artificial com melhorias fundamentais na estrutura das folhas de cálculo, a empresa poderá finalmente oferecer uma ferramenta polida e à altura das exigências contemporâneas.

Ou então, continue do jeito que está e deixe a concorrência avançar… &;-D

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