… que a principal novidade desta versão “major release”, fosse o suporte aprimorado para um equipamento que além de não ser oficialmente suportado, a própria empresa que o produz não “recomenda” a instalação deste sistema! Sim, estou falando dos PCs da Apple, que há alguns anos passaram a ser produzidos com os SoCs ARM que ela mesmo projeta e fabrica. Apesar dos esforços dos responsáveis pelo projeto Asashi Linux (distribuição designada para funcionar nesta classe de equipamentos), o sistema ainda roda de forma relativamente precária…
“Ahead of the Linux 6.20~7.0 cycle kicking off next month, the Apple Silicon Device Tree updates have been sent out for queuing ahead of that next merge window. Notable this round are the Device Tree additions for rounding out the USB 2.0/3.x support with the USB-C ports. Sven Peter sent out the Apple SoC DT updates this week for the Linux 6.20~7.0 cycle and most notable is radding all the needed pieces around USB3 support.”
— by Phoronix.
As atualizações do “Device Tree” (DT) para o Apple Silicon foram enviadas para integração na próxima janela de fusão do kernel Linux 7.0 (ou ciclo 6.20~7.0). O destaque desta rodada é a conclusão do suporte para portas USB-C, integrando as peças necessárias para o funcionamento pleno de USB 2.0 e USB 3.x. O trabalho, liderado por Sven Peter, consolida dependências que foram desenvolvidas e mescladas em versões anteriores do kernel.
Tecnicamente, a atualização adiciona nós e conexões cruciais para o suporte USB3, que representam a maior parte das alterações no código. Entre os componentes expostos estão o Apple Type-C PHY (um controlador combinado para USB, Thunderbolt e DisplayPort), o controlador Synopsys Designware dwc3 e as instâncias de IOMMU DART necessárias. Essa estrutura permite que o sistema operacional Linux reconheça e utilize as portas físicas presentes nos dispositivos de forma nativa.
Além do foco em conectividade USB, as atualizações trazem melhorias incrementais e correções para o ecossistema Apple no Linux. Foram incluídos subnós de RTC (relógio de tempo real) para o SMC (System Management Controller), a propriedade “chassis-type” para todas as máquinas M1 e M2, e correções pontuais de gestão de energia. Também foi adicionado suporte para o controlo de retroiluminação (backlight) no iPad Pro baseado no processador A9X.
O impacto desta atualização estende-se a uma vasta gama de hardware, cobrindo desde os chips M1 e M2 base até às variantes Pro, Max e Ultra. Com estas mudanças, o kernel passa a expor corretamente as duas portas dos modelos base, as quatro portas das versões Pro/Max e as oito portas encontradas nos modelos Ultra. Este avanço é um marco significativo na usabilidade de dispositivos Apple Silicon com distribuições Linux como o Asahi Linux.
Que pena! Pois gostaria tanto de ter um Mac Mini M5 M1 rodando o Tux… &;-D