… através de ajustes do sistema operacional? Infelizmente, muitos ajustes e configurações do sistema operacional são deixadas nas definições “de fábrica”, para garantir a máxima compatibilidade possível. Se por um lado, esta prática evita problemas e dores de cabeça, por outro elas acabam afetando a performance e (principalmente) a segurança, problemas que à primeira vista não causam incômodos aos usuários, porém podem fazer estragos à médio e longo prazo. Seria este, o caso das “benditas” configurações de DNS?
“Speed and privacy are two things I care about when I use a computer. So it was concerning that first-page loads on my new Windows 11 installation felt slow. I switched browsers to see if the issue was isolated, and even Brave, my favorite browser, acted the same way. The problem affected the entire OS. So, I explored broader fixes and saw improvement when I enabled system-wide DNS over HTTPS. This was the key to fixing the problem. I got faster lookups and encrypted queries.”
— by MakeUseOf.
Afam Onyimadu (contribuidor do portal MakeUseOf) relatou a experiência de um usuário que, ao notar lentidão no carregamento de páginas em uma instalação nova do Windows 11, descobriu que o problema não estava no navegador, mas nas configurações do próprio sistema operacional. A solução encontrada foi ativar o DNS sobre HTTPS (DoH) diretamente nas configurações do Windows, o que resultou em uma navegação visivelmente mais rápida e privada, ao criptografar as consultas de domínio que antes, eram enviadas em texto simples.
Onyimadu destaca que muitos usuários cometem o erro de configurar o DNS apenas dentro do navegador (como Chrome ou Brave). Embora isso proteja a navegação web, não impede que o próprio sistema operacional e outros aplicativos, como Teams ou Slack, continuem enviando consultas de DNS não criptografadas. Ao ativar a função de forma nativa (e global) no Windows 11, isto garante que todo o tráfego do computador se beneficie da segurança e da performance otimizada.
Para ativar essa função, o usuário deve acessar as configurações de “Rede e Internet”, selecionar a conexão ativa (Wi-Fi ou Ethernet) e editar a “Atribuição de servidor DNS”. Ao alterar para o modo manual e ativar o protocolo IPv4 ou IPv6, serão exibidas as opções para habilitar o DNS sobre HTTPS. O Windows permite escolher entre modelos automáticos para provedores conhecidos ou a inserção manual de URLs de provedores específicos.
A escolha do provedor de DNS é crucial para o desempenho. O texto menciona que o Cloudflare (1.1.1.1) é geralmente o mais rápido para navegação pura, enquanto o NextDNS oferece camadas extras de privacidade, como bloqueio de anúncios e rastreadores em nível de sistema. Outras opções citadas incluem o Google (pelo ecossistema) e o Quad9 (focado em bloquear domínios maliciosos), permitindo que o usuário personalize as experiências desejadas, conforme as suas prioridades.
Obs.: interessante ele não mencionar o bom e velho OpenDNS (208.67.222.222)…
Por fim, Onyimaduo reforça que essa pequena mudança impede que provedores de internet (ISPs) monitorem facilmente os sites visitados, além de reduzir a latência no carregamento inicial das páginas. Ele ainda recomenda “limpar o cache do DNS” (usando o comando ipconfig /flushdns) após a configuração do sistema, para garantir que consultas antigas não vazem e assim, “tornar” o sistema Windows 11 mais seguro.
Quem me dera, ajustar as definições do DNS fosse suficiente para isto… &;-D