Quem diria? A “atriz” Tilly Norwood também se saiu bem como “cantora”!

Eis, o polêmico percurso de Tilly Norwood, uma “atriz” e cantora inteiramente gerada por Inteligência Artificial, que recentemente lançou o seu primeiro single e videoclipe, intitulado “Take the Lead”. Criada pela empresa Xicoia (a divisão de IA que faz parte do estúdio Particle6 Group, que se autointitula o primeiro estúdio de talentos de IA do mundo), Tilly foi concebida para ser uma estrela digital capaz de atuar, cantar e interagir nas redes sociais como se fosse uma influenciadora real da Geração Z…

“The AI “talent” studio Xicoia launched last fall, and brought into the world Tilly Norwood, an AI-generated “actor” that Xicoia founder and CEO Eline van der Velden was trying to get signed by actual Hollywood talent agencies. Tilly Norwood and van der Velden received a wave of backlash at the time, with a SAG-AFTRA statement saying, “‘Tilly Norwood’ is not an actor, it’s a character generated by a computer program that was trained on the work of countless professional performers – without permission or compensation.”

— by Polygon.

O videoclipe de “Take the Lead” é o ponto central da crítica da Polygon, que compara a qualidade da produção – de forma pejorativa – a vídeos virais do passado, como “Friday” de Rebecca Black. A publicação original destaca que, apesar dos avanços tecnológicos, a performance de Tilly carece da expressividade humana, resultando em movimentos robóticos e uma estética que muitos consideram inquietante (o fenômeno conhecido como “vale da estranheza”), falhando em transmitir a emoção necessária para uma estrela pop do seu “calibre”.

A existência de Tilly Norwood provocou uma forte reação negativa em Hollywood e na indústria criativa. O sindicato SAG-AFTRA condenou veementemente a iniciativa, afirmando que Tilly não é uma atriz, mas sim um programa de computador treinado no trabalho de profissionais reais sem a devida permissão ou compensação. Figuras conhecidas, como a atriz Emily Blunt, descreveram a tecnologia como “aterradora”, expressando receio de que tais criações possam eventualmente substituir talentos humanos.

Para além das questões técnicas, a publicação aborda o ceticismo em torno do sucesso comercial de Tilly. Embora os seus criadores tentem vendê-la como uma revolução capaz de reduzir custos de produção em até 90%, críticos apontam que o seu impacto nas redes sociais é artificial. Observou-se que, apesar de ter milhares de seguidores, o envolvimento real (likes e comentários) era desproporcionalmente baixo, sugerindo que o interesse do público é mais movido pela curiosidade mórbida do que por talento artístico.

Em suma, o caso de Tilly Norwood traz uma série de reflexões sobre o futuro da Inteligência Artificial no entretenimento (ao menos, para os artistas reais). O resumo conclui que, embora a tecnologia permita criar personagens digitais cada vez mais complexos, o projeto atual serve mais como um aviso sobre as limitações éticas e artísticas da IA. A resistência da indústria e a receção fria do público indicam que pelo menos por agora, a “alma” e a experiência de vida dos artistas humanos continuam a ser insubstituíveis.

O problema é que diferente das atrizes reais, as virtuais não envelhecem… &;-D

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