Regras de negócio mal sucedidas? Este, parece ser o caso da VMware!

… A aquisição da VMware pela Broadcom há 20 anos gerou um forte impacto no mercado de virtualização, principalmente devido à transição agressiva de licenças perpétuas para um modelo de assinatura obrigatório. Embora esta estratégia financeira seja lucrativa para os acionistas, ela resultou em aumentos de custos drásticos para os seus clientes, ultrapassando os 400% em alguns casos. Como consequência, muitas empresas que antes viam a VMware como essencial para os seus negócios, agora estão reavaliando sua dependência da plataforma…

“Two years after its acquisition by Broadcom, VMware is shedding customers but maximizing value from those who remain, says a CloudBolt survey. While the predicted mass exodus from VMware hasn’t materialized, many enterprises are actively reducing their VMware footprint, a new survey shows. Broadcom’s 2023 acquisition of VMware prompted forecasts that enterprises would rethink their virtualization strategies amid fears that VMware license costs would triple.”

— by NetworkWorld.

Embora o desejo de migrar seja alto, com pesquisas indicando que quase todos os clientes já estão considerando as alternativas, o processo em si não será de imediato: a infraestrutura da VMware é profundamente enraizada em sistemas de missão crítica, o que torna uma substituição completa um projeto de alto risco e longa duração. Por isto, em vez de uma saída em massa e repentina, o que tem se observado é uma abordagem de “esperar e planejar”, onde as empresas mantêm funcionando o que é essencial, enquanto buscam opções para novos projetos.

A Broadcom parece estar focada prioritariamente nas 2 mil maiores empresas globais, onde a complexidade de sair da plataforma é maior (grande dependência) e o potencial de receita é mais alto. Para as médias empresas e instituições com orçamentos mais apertados, a percepção é de que elas foram simplesmente deixadas de lado. Essa segmentação tem empurrado o mercado de nível médio a explorar ativamente soluções de código aberto (como é o caso do KVM e do Proxmox) ou então, migrar as cargas de trabalho diretamente para as nuvens públicas.

O caso da consultoria Kimley/Horn serve como um exemplo real desta tendência de ruptura. Diante de custos elevados e de termos contratuais rígidos, a empresa conseguiu realizar uma migração acelerada para plataformas alternativas em apenas 60 dias. Casos como este mostram que embora difícil, a migração total é possível quando a pressão financeira se torna insustentável, servindo de alerta para outras organizações que ainda hesitam em iniciar a transição.

Em resumo, o cenário atual é de uma “migração silenciosa” e fragmentada. Enquanto a Broadcom consolida sua receita focando em grandes contas e pacotes de software completos (como o Cloud Foundation), o ecossistema de virtualização está se diversificando. O domínio absoluto da VMware está sendo substituído por um ambiente multicloud e multi-hipervisor, onde a lealdade à marca deu lugar a uma busca pragmática por previsibilidade de custos e flexibilidade tecnológica.

Como já dizia um velho ditado: “time que está ganhando não se mexe”… &;-D

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