Pois no que depender da Canonical (através do Ubuntu), sim! Apesar do RISC-V já ter se mostrado viável para o uso geral, especialmente por ter sido projetado para ser flexível e customizável (em comparação com outros sets de instruções, como é o caso da ARM), ele ainda carece de um bom suporte em termos de softwares em geral. Por isto, a sua adoção por parte das principais distribuições GNU/Linux é fundamental não só para garantir o seu sucesso, mas também para promover todo um ecossistema totalmente aberto, em virtude deste set ser livre de royalties…
“Canonical put out a new blog post today highlighting their RISC-V work over 2025 that included switching to the RVA23 profile baseline for Ubuntu 25.10 and moving forward. Now with RVA23-compatible RISC-V hardware coming to market this year, Canonical is talking up the RISC-V possibilities when paired with the upcoming Ubuntu 26.04 LTS release. With Canonical having shifted Ubuntu 25.10 RISC-V requirements to RVA23, it limited the support to basically RISC-V on QEMU. But this year…”
— by Phoronix.
E a Canonical pretende ser uma das pioneiras, em relação ao suporte para as arquiteturas baseadas em RISC-V: a próxima edição LTS do Ubuntu (26.04) trará algumas novidades interessantes que já estavam sendo planejadas há tempos, para o seu lançamento. A empresa detalhou os progressos realizados ao longo de 2025, destacando que a arquitetura RISC-V está deixando de ser um projeto de nicho experimental, para se tornar uma plataforma de computação de propósito geral cada vez mais viável e robusta, dentro do ecossistema Linux.
Um dos pontos centrais é a transição para o perfil RVA23 como base para o Ubuntu 25.10 e versões futuras. O RVA23 é um perfil de especificação de hardware da RISC-V International, que define e padroniza as funcionalidades essenciais para CPUs de alto desempenho, focado em sistemas baeados em GNU/Linux e Android, pois garante a compatibilidade de software e o suporte para extensões como vetores (para IA), além da virtualização. Essa mudança é fundamental, o RVA23 (através de suas extensões) garante maior interoperabilidade e desempenho.
Com a chegada ao mercado de novos hardwares compatíveis com esse perfil (ainda em 2026), o Ubuntu 26.04 LTS estará sendo posicionado como o sistema operacional ideal para tirar proveito destes avanços tecnológicos! Além disso, teremos o suporte para os novos chipsets como o SpacemiT K3, um dos primeiros SoCs a implementar o perfil RVA23. A Canonical tem trabalhado para garantir que o kernel e as ferramentas de sistema operem de forma otimizada nestas unidades, facilitando a adoção da tecnologia tanto por parte dos desenvolvedores quanto por parte das empresas, que buscam alternativas aos modelos tradicionais de CPU.
No entanto, isto também representa o fim do suporte para os perfis mais antigos.
Por fim, o Ubuntu 26.04 LTS servirá como um marco para a sustentabilidade da plataforma RISC-V a longo prazo. Ao oferecer suporte de longo período (LTS) para essa arquitetura, a Canonical proporciona a estabilidade necessária para que fabricantes de dispositivos e usuários finais invistam em RISC-V, consolidando a presença desta arquitetura aberta no cenário da computação moderna e industrial.
E que a próximas edições do Ubuntu venha a consolidar (de vez) o RISC-V… &;-D