… para criar códigos “elegantes”, segundo Jessica Wachtel (editora do portal The New Stack)! Em sua publicação original, ela afirma que “os métodos mágicos do Python transformam objetos personalizados em código intuitivo e legível que imita interações do mundo real, reduzindo a complexidade e melhorando a legibilidade em grandes aplicativos”. Isto, se já não bastasse o fato de usarmos uma linguagem que por natureza própria, nos possibilita criar códigos fáceis de entender…
“There is a way to make Python objects behave and read more like real-world actions and conversation. You can do this using magic methods. Magic methods give Python classes special behaviors by using easily readable code. Magic methods enabling custom objects to behave like built-in Python types allow you to define how objects interact naturally with built-in Python operations. This enhances both readability and usability of custom classes. For instance, instead of calling an add() method, an engineer can simply use the + operator.”
— by The New Stack.
Em Programação Orientada a Objetos, os métodos mágicos são aqueles definidos através do uso de palavras-chaves situados entre duplos caracteres underscore, como o init, o str e o repr, entre outros (que não são poucos). Eles possuem a finalidade de tornar as classes mais intuitivas e fáceis de ler, permitindo que os objetivos criados a partir deles possam interagir com funções e operadores internos de uma forma mais natural. Graças aos métodos mágicos, tais objetos poderão se comportar de uma maneira mais “real e natural”.
A seguir, Wachtel promove uma demonstração básica, através do uso de pequenos pedaços de código que possibilitam compreender o uso dos métodos mágicos, com destaque para a utilização dos métodos init e repr, designados para definir/inicializar os atributos do objeto e representá-lo como uma string, respectivamente. Com a utilização dos métodos mágicos, o código de exemplo se tornará mais simples, já que não será necessário definir os atributos dos objetos criados através dos métodos tradicionais, utilizado no código de exemplo sem o uso dos métodos mágicos.
A seguir, ela promove uma outra demonstração, na qual faz o uso de sobrecarga de operadores (+, -, =, etc) para trabalhar com os tipos internos do Python (inteiros e caracteres). No entanto, o código de exemplo (sem o uso dos métodos mágicos) não irá funcionar como deveria, já que não será possível concatenar dois objetos através do uso do operador de soma (+), de forma sobrecarregada (por isto, foi necessário reescrever o código para contornar o erro). Mas com a utilização do método mágico add, foi possível resolver o problema das limitações de sobrecarga de operação, além de tornar o código final mais simples (e elegante).
E estas demonstrações não param por aqui (confiram a publicação original)…
Embora a primeira vista tais demonstrações (com e sem o uso dos métodos mágicos) não pareça fazer muito sentido (em vista da simplicidade das demonstrações), na prática eles mostram todo o seu poder quando são utilizados em cenários mais complexos (e a própria autora ressalta isto em alguns momentos), já que tais complexidades tendem a crescer de forma exponencial, em aplicações do mundo real. Por fim, a criação de classes que fazem o uso dos métodos mágicos as tornam legíveis e intuitivas, além de não só melhorar a clareza do código, como também ajudam a manter um código mais limpo e eficiente em aplicativos maiores.
E aos poucos, vou aprendendo sobre os fundamentos desta linguagem… &;-D