… poderão ser administradas por Inteligência Artificial agêntica? Sim, sei que para muitos esta informação não é algo tão novo ou inédito, em vista dos avanços da IA em diversas áreas da TI. No que concerne a infraestrutura de TI (uma área na qual o “trabalho braçal” ainda existe), a modernização promovida pela abordagem de Redes Definidas por Softwares (SDN), possibilita a realização de uma série de tarefas administrativas através da automação e orquestração, as quais (em tese) poderiam ser perfeitamente executadas pelas IAs agências…
“The AI era did not arrive with a warning. It arrived mid-cycle, mid-budget, and mid-transformation, landing squarely on infrastructure that was never designed for it. I know this because I lived it. Running a services organization at scale, I watched brilliant engineers spend most of their time on work that should not have existed. Pulling data from dozens of systems before a single customer conversation. Re-explaining environment context to engineers who should have already known it. Responding to outages that had visible signals which nobody caught in time. That is what Cisco IQ was built to change.”
— by Cisco Blogs.
E é justamente isto, que a Cisco oferece: a empresa anunciou o Cisco IQ, uma ferramenta que integra +40 anos de conhecimento especializado com a Inteligência Artificial agêntica, para transformar a gestão de infraestruturas de TI. O objetivo central é permitir que os líderes de tecnologia abandonem o modelo de resolução reativa de problemas, frequentemente comparado ao combate a incêndios, e passem a adotar uma postura de resiliência proativa. Esta mudança visa otimizar o tempo de engenheiros altamente qualificados, que atualmente desperdiçam recursos valiosos a interpretar dados e a contextualizar ambientes manualmente.
A necessidade desta inovação fundamenta-se no facto de muitas falhas de sistema resultarem de configurações incorretas que não foram detectadas de forma antecipada. Além disso, uma parte significativa das vulnerabilidades críticas afeta dispositivos antigos e/ou que estão em fim de vida útil, evidenciando que os sinais de risco já existiam, mas não estavam a ser monitorizados de forma eficaz. O Cisco IQ surge para preencher esta lacuna, codificando padrões de design e riscos de configuração conhecidos, para que fiquem ativos e operacionais no ambiente do cliente desde o primeiro dia.
O funcionamento desta solução baseia-se em quatro pilares fundamentais: clareza total do horizonte tecnológico (landscape), a resiliência proativa, a resolução rápida e os serviços profissionais contextualizados. Através de uma visão em tempo real de todos os ativos e suas respectivas configurações, as empresas podem comparar a sua postura de segurança atual com os padrões da indústria. Em vez de sobrecarrgar as equipes de profissionais com centenas de alertas, a ferramenta prioriza riscos críticos e fornece listas de ações fundamentadas, permitindo que os problemas sejam resolvidos em minutos ao invés de horas!
Os resultados práticos já são visíveis em cerca de 90 clientes globais, incluindo grandes instituições financeiras e fabricantes europeus. Um exemplo notável é o da Nestlé, onde o benefício ultrapassou a esfera operacional para alcançar o nível organizacional. A posse de dados concretos e defensáveis permitiu que os líderes de TI tivessem conversas honestas e baseadas em provas com os stakeholders, sobre a necessidade de atualizar infraestruturas obsoletas, eliminando as negociações subjetivas e que não trazem os resultados desejados.
Atualmente, o Cisco IQ está disponível no modo de implementação SaaS e não exige custos adicionais para os clientes que já possuem contratos de suporte e serviços profissionais da marca. A empresa enfatiza que a questão principal para as organizações não deve ser o custo da ferramenta, mas sim o custo do modelo atual, que consome horas de engenharia em tarefas desnecessárias e expõe os negócios a interrupções, que poderiam ser perfeitamente evitadas através de sinais já existentes.
A estratégia reflete a crença de que as organizações líderes na era da Inteligência Artificial, não serão necessariamente as que possuem os maiores orçamentos, mas sim aquelas cujas infraestruturas trabalham de forma inteligente para o negócio. Ao garantir que cada ação da IA é determinística, validada e governada, a responsabilidade final permanece sob supervisão humana e institucional. Com este passo, procura-se que a tecnologia se torne um facilitador estratégico, garantindo que os sistemas operem com a máxima eficiência e segurança.
Pois é. Se já não bastassem os dilemas das Redes Definidas por Softwares… &;-D